quinta-feira, 5 de junho de 2008

Acabou a espera

Chegou o grande dia. Amanhã, saio em busca d'O QUE HÁ DO LADO DE LÁ DO PAREDÃO.

Em breve, conto tudo.

¡Saludos!

segunda-feira, 26 de maio de 2008

terça-feira, 20 de maio de 2008

Divirta-se?!?

Sempre fui uma pessoa noturna, sempre. Desde piá, férias significavam ficar acordado até tarde. Não interessa qual atividade, o simples fato de estar desperto nas altas horas da noite já gerava alegria suficiente para mim. Jamais esquecerei aquele Carnaval de 1992 (ou seria 1993? Alguns fatos PARECE que eu esqueci) em que, motivado pelas Escolas de Samba - quem diria - assisti ao nascer do Sol, talvez pela primeira vez...

Pois a adolescência foi chegando e com ela, as festas. Bons tempos de reuniões dançantes. Depois vieram o Cord, Porca & Parafuso e Quebra-Tudo no União, eventos no Juvenil, Libanesa e outros locais memoráveis. Que função naquela época. Nada de "ver como está o lugar". Era uma festa só, discutida desde a segunda-feira anterior, que acabávamos indo de táxi e, quando tínhamos sorte, um pai generoso ia nos buscar.

Chegou a era da carteira de motorista. Liberdade ainda que tardia... Podíamos sair por aí, escolher onde ir, se tocar para São Leopoldo, Gramado, ou até mesmo só ficar dando voltas por aí, sem entrar em lugar algum. A vida noturna na sua melhor forma.

Hoje, alguns anos depois, digo: CANSEI DA NOITE. Chega. Quero acordar às 6h da manhã todos os dias e caminhar no Parcão (ok, estou forçando a barra). Toda vez que saio, recebo um sincero desejo de "divirta-se" da minha mãe, que há tempos ouve minhas lamentações nos domingos pela manhã. Vejamos...

- Vamos estacionar o carro? As opções são deixar o carro na rua (e o coração na mão), sendo ALVEJADO por ataques de flanelinhas enlouquecidos; deixar o veículos em estacionamentos prestes a desabar a qualquer momento, arriscando que algum líquido corrosivo proveniente de tubulações dos tempos dos dinossauros pingue no capô; deixar 15 reais na mão de um manobrista mais preocupado em jogar seu carro em qualquer canto para poder manobrar o próximo o mais rápido possível.

- Vamos entrar em algum lugar? Não antes de encarar uma fila - não interessa se é verão ou inverno - ou então deixar boa parte do soldo nas mãos de uma pessoa mal-encarada atrás de uma janelinha. Também, podemos ficar observando os famosos furões ou aquelas pessoas super importantes que tem nome na lista. Azar o nosso, que somos da ralé.

- Estamos no lugar! Beleza!!! Então agora é hora de preparar nossos cotovelos, pois precisaremos dele para chegar até o bar. Sim, eu QUERO MUITO consumir, apesar da insistência dos proprietários em deixar essa tarefa mais difícil. Também devemos nos preparar para a árdua tarefa de satisfazer nossas necessidades fisiológicas. Afinal, alguns banheiros devem ter vazamentos severos pois estão sempre com o piso encharcado. Lavar as mãos, além de parecer facultativo para muitos, já é complicado sem o papel-toalha, imagine sem sabonete. Sim, isso acontece.

- Uaaah! Chega! Vamos embora!!! Levaremos conosco o ETERNO ODOR DE CIGARRO que, onipresente, nos acompanhará não apenas nas nossas roupas, mas também nos nossos cabelos, no nosso pijama e até mesmo no lençol de nossa cama. Abra beeeem a janela no dia seguinte e torça, mas torça muito para um belo dia de sol.

- E no dia seguinte? Dor de cabeça, cansaço, sensação de que dormimos um sono pela metade. Isso sem considerar o fator alcoólico, que deixa tudo ainda mais doloroso.

O pior de tudo é sentir que nada disso valeu a pena.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Impossível pensar em outra coisa

O que tem do lado de lá desse paredão?

Quem criou as férias certamente o fez com a intenção de reservar às pessoas um período de tempo em que pudessem dedicar-se a uma atividade particular, arejar a cabeça e descansar. Quem criou as férias certamente não imaginou que alguém a utilizaria unicamente para enfrentar longas viagens, exigir esforço físico do corpo durante todo tempo e, por conseqüência, voltar MUITO MAIS CANSADO do que se estava antes de partir. Unicamente sim, porque entre a saída e o retorno, somente algumas 10, talvez 12 horas não serão gastas com coisas que não fazem parte da viagem que contarei a seguir.

Desde Fevereiro de 2005 (ou seja, aproximadamente 3,5 anos atrás), na minha primeira visita às cidades de Buenos Aires e Montevideo, a região rioplatense passou a exercer um poder de atração brutal sob a minha pessoa. Poder esse que me permite a afirmar coisas como "no mesmo período, fui mais vezes à Buenos Aires que para Gramado, onde tenho estadia garantida". Pode ser o cúmulo pensar que, teoricamente, 1.100km pareçam mais pertos que 126km, mas é a verdade. Mas os motivos que levam à isso serão discutidos num post futuro.

Na minha quinta passagem pelos países do Conesul, finalmente irei concretizar um antigo desejo: ver o sol se pôr no oceano; cruzar os Andes; ver o que existe no lado de lá desse paredão. Cruzando Mendoza, Santiago, a região dos lagos chilena e Bariloche - com uma paradinha em Buenos Aires, porque ninguém é de ferro. Serão aproximadamente 6 mil quilômetros a serem rodados, algumas partes em altitudes superiores a 3 mil metros, costeando o teto das Américas, o Aconcágua, e outros vulcões, alguns ativos no país magro. Pode-se não estar ansioso para que isso chegue rapidamente?

Por isso, as jornadas custam a passar. Conto os dias assim como nos filmes os presos contam os seus na prisão: riscando, traço a traço. Ao mesmo tempo que a mente vai se afastando, pra lá da Cordilheira, ela precisa estar de volta logo, pois há muito trabalho a ser feito antes de poder partir. Sair do emprego com a certeza de que todas as precauções foram tomadas e que não ficaram pendências garantirão a tranqüilidade nos altos das montanhas de neve. Mas como fazer isso, se só consigo pensar nas montanhas de neve?

Enquanto isso, eu sigo contando. ||||/ ||||/ ||||/ ||||/ ||||/ |

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Quando a rotina se quebra

Há mais ou menos uns cinco anos, minha noite de domingo é reservada para a prática do nobre esporte bretão, o futebol. Essa rotina foi criada para ser uma maneira de encontrar os amigos de longa data e, também, para evitar o marasmo e a melancolia que tomam conta dessa noite particular. Pois ontem, tudo que NÃO HOUVE foi rotina.

Terminada a partida (que, por coincidência, foi extendida em 10 minutos por cortesia do vivente que coordenava o estabelecimento), eu e os demais "atletas" tomávamos o rumo de nossas casas. Seguíamos como de costume pela Rua Professor Pedro Santa Helena, no Jardim do Salso, quando, de repente, algo um tanto diferente surge: um carro virado de ponta-cabeça.

Ao menos, essa foi a impressão no momento. Paramos e espiamos, ainda tentando entender o que havia ocorrido, de dentro dos nossos veículos. Correria, gritos, uma senhora chorando. Aquilo recém acontecera. Haviam pessoas dentro do carro. Prontamente, saímos a ajudar.

A moça, uma mulher de 20 anos, batia no vidro desesperada querendo sair do veículo. Foi rapidamente desencorajada pelos que ali estavam, avisada dos ferimentos que a janela quebrada poderiam provocar. Em seguida, o porta-malas foi aberto. Ela e o filho, de 5 anos, auxiliados pelos que ali estavam, saíram ilesos. A senhora, provavelmente a avó do piá, o carregou para dentro de casa, ainda soluçando.

Todos que ali estavam apresentavam muito mais disposição do que conhecimento sobre o que fazer naquele momento. Também, tu estás indo pra casa, domingão acabando e, quando se dá conta, duas pessoas estão em um carro com o assoalho para cima, gritando desesperadas. Parece que uma obrigação, uma responsabilidade toma conta de todos, de ter que fazer alguma coisa, fazer de tudo para que nada aconteça. O ambiente todo se desenvolve dessa maneira. Faz-se muito, pensa-se pouco. Ainda bem que algumas pessoas estavam centradas, mantendo a tranqüilidade, sabendo a coisa certa a fazer.

Por sorte, ninguém se feriu. Apenas um susto.

A rotina termina quando menos se espera.

PS: Tal fato virou notícia em vários veículos. Não viu? Então clica aqui, aqui e aqui, ou então no sempre muy bien escrito Longe Demais...

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Deu branco

A publicidade surgiu com o objetivo de ser o canal de informação entre uma empresa e seu mercado, geralmente tentando convencer seus consumidores a comprar seus produtos. Agora, em 2008, estamos mergulhados em um mundo conectado com acesso quase que irrestrito a qualquer tipo de informação sobre qualquer tema. Canais de TV a cabo, antenas parabólicas, telefones celulares, internet. Existem ZILHÕES de maneiras de se informar e ser informado sobre absolutamente TUDO, esteja aonde estiver.

As mentes que criam essas comunicações adaptam-se ao mercado, às suas características. A criatividade aparece para nos surpreender e ajudar a fixar uma marca ou despertar o desejo de consumir. As opções de mídia existentes hoje abrem o leque de possibilidades onde estas mentes podem trabalhar e deixar suas idéias fluírem.

Agora, POR QUE DIABOS ANÚNCIOS DE PASTA DE DENTE E SABÃO EM PÓ SÃO SEMPRE IGUAIS??? Será que não existe uma cabeça criativa a fim de desenvolver melhor essa idéia de LIMPAR e DEIXAR TUDO MAIS BRANCO??? Não posso entender. OK, dirão coisas do tipo "mas é esse o objetivo desses produtos". Correto. Assim como os anúncios de TEEM eram para "matar sua pior sede" e, mesmo assim, coisas como o cidadão de casaco de pele comendo batata frita na praia marcaram a minha pré-adolescência.

Não me venham mais com essa conversa de "MEU DENTISTA RECOMENDA" ou "ESTÁ CLINICAMENTE COMPROVADO". Ah, o teu dentista recomenda? E eu com isso? Nem conheço ele! Aliás, não sei nem se ele existe. E outra coisa: clinicamente comprovado POR QUEM???

Tão abominável quanto esse tipo de abordagem são esses anúncios de equipes com caixas de sabão em pó INVADINDO casas com seus produtos e ENCANTANDO as senhoras que por lá estão. Ou então lençóis sujos de lama, molho de tomate, Coca-Cola, sangue, lodo, graxa, lava vulcânica e sei-lá-mais-o-quê saindo numa BRANCURA SÓ das lavadoras. Há uns 214 anos, Omo garante que tira todas as manchas e, ainda assim, lançam novos produtos que tiram AINDA MAIS manchas!!! É possível isso??? O mesmo acontece com a Colgate e seus similares.

Alguém ainda acredita nisso??? Eu não. Cansei de ter meus mui divertidos programas de televisão interrompidos por donas de casas falsas e uns babacas todos sorridentes.

Vão criar outras coisas...

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Tudo que sobe um dia tem que descer

Não estou aqui pra falar mal de São Paulo, nem pra reclamar do hotel que, de tão próximo que fica de Congonhas, dá a impressão que um avião irá pousar no terraço, SEMPRE. 20 andares me separam da terra firme. Fico mais perto das asas de TAMs e GOLs que cruzam os céus que do solo.

Chego na janela e olho o horizonte, repleto de prédios, antenas, coisas piscantes fixas e em movimento. Luzes luzes luzes. Barulho, nem tanto - a rua está muito distante. Então, olho pra baixo.

Muitas pessoas ficariam aterrorizadas, outras agiriam com a maior naturalidade, como se nada. Não sei porque DIABOS me dá uma vontade absurda de ATIRAR QUALQUER COISA pra baixo. QUALQUER COISA. Um cuspe (ok, desculpem), um amendoim, UMA MELANCIA. Ver o objeto viajando até estatelar-se no solo - que coisa fantástica.

Sinto isso desde que tinha 10 anos e visitava minha avó, que morava no sexto andar de um prédio em Copacabana. Atirava bolachas cream cracker lá de cima até um dia ser desmascarado por um vivente na rua. Agora, 20 andares é tentação demais. Não dá pra segurar.

A escolhida: uma tampa de garrafa, dessas PET. Coisa leve, pequena. Não machuca ninguém, não faz sujeira. Me considero praticamente um GENTLEMAN. Pois a tampa viajou, viajou... e sumiu no trajeto. Pequena demais. Aqui é alto demais.

Não teve graça...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Mea culpa

Bah.

Que VERGONHA esse blog.

Retorno esse feriado...

terça-feira, 1 de abril de 2008

Eu ainda me lembro

Agora que já perdi todos os MILHARES de leitores, lembrei do blog. É vergonhosa a falta de compromisso com esse espaço.

Voltarei num espaço de tempo breve. Juro.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Mudança de hábitos

Longos dias se passam sem atualizações aqui... que vergonha! Como disse uma amiga caxiense, "tu deve estar trabalhando um monte, né?". Tô mesmo. Mas não só o trabalho é o culpado da minha ausência.

Virada de ano é como uma segunda-feira, mas bem mais séria. Vários compromissos são assumidos pelas pessoas nessas datas e comigo não foi diferente. Decidi que iria tomar uma série de atitudes, a fim de trazer um indivíduo melhor até você.

O maior prejudicado foi o computador. O compromisso era reduzir drasticamente o tempo gasto neste equipamento, já que no escritório o período que ficamos em frente a um monitor é absurdo - o que é pior, muitas vezes sem fazer nada. Pois bem, menos tempo por aqui.

Video-game então, nem se fala. Incrível o tempo que perdi na minha adolescência virando jogos que nem lembro quais eram, hoje. Tardes, noites... quanta coisa mais útil eu poderia ter feito. Portanto, nada disso por agora.

Futebol, somente com moderação. Sim, porque é impossível larga-lo por completo. Então, nada de ficar assistindo Zâmbia x Guiné, nada de campeonato francês. Jogos na TV, somente do Grêmio ou que tenha relevante importância.

Meu pobre cão merecia mais atenção. Eu mal olhava para aquele labrador mangolão que me esperava chegar no fim da tarde, louco por uns momentos de correria ou uma singela caminhada pelas ruas pacatas do bairro. Sim, mais tempo para ele.

Mais livros, mais filmes, mais músicas. Enriquecer as idéias, aumentar a cultura, expandir os pensamentos. Deixar a vida mais interessante.

Academia. Siiiiiim. Lembro do meu primeiro post nesse blog que dizia que duas atividades eu já tinha tentado inúmeras vezes e sempre desistia. Dessa vez, não. Diferente das outras vezes, a intenção não é apenas crescer. O metabolismo, parado durante 17 horas do dia, não é mais o mesmo. Além do mais, os exercícios físicos liberam hormônios e deixam o dia-a-dia mais leve.

Mas também disse que não desistiria do blog. Ih! Faltou tempo pra tudo isso...